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2/23/2007 Olha eu de volta depois de tanto tempo!
É que eu ando meio sem ideias pra escrever
no meu blog, ai eu prefiro nem escrever.
Mas faz mó tempão q eu não escrevo ai desidi
escrever qualquer coisa aqui, só pra dar uma
enganada.
Então eu vou escerver aqui a carta de Pero
Vaz de Caminha.
CARTA DO ACHAMENTO DO BRASIL
E assim seguimos nosso caminho, por este mar de longo,
até terça-feira de oitavas de páscoa, que foram 21 dias de abril,
quando topamos alguns sinais de terra, estando (nós) da dita
ilha, segundo os pilotos diziam, cerca de 660 ou 670 léguas, os quais
(sinais) eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes
chamam de botelho e outras a que também chamam rabo-de-asno.
E na quarta-feira seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam
fura-buxo, e nesse dia, na hora de véspera, avistamos terra, primeiramente
um grande monte muito alto e redondo, e outras serras mais baixas ao redor dele,
e terra chã, com grandes arvoredos; ao monte alto do capitão pôs o nome
de Monte Pascoal e à terra, a Terra da Vera Cruz. Mandou lançar o prumo,
acharam 25 braças e, ao sol-posto, cerca de 6 léguas da terra, lançamos
âncoras, em 19 braças, ancoragem limpa. Ali mesmo passamos toda aquela noite
e na quinta-feira pela manhã fizemos vela e seguimos diretos à terra, os navios pequenos
(indo) diante, por 17, 16, 15, 14, 13, 12, 11, 10 e 9 braças, até meia légua da terra,
onde todos lançaram âncoras, diante da boca de um rio e chegaríamos a essa
ancoragem às dez horas pouco mais ou menos. E dali avistamos homens que
andavam pela praia, cerca de 7 ou 8, segundo os navios pequenos disseram,
por chegarem primeiro. Ali lançamos os batéis e esquifes fora e vieram logo
todos os capitães das naus a esta nau do capitão-mor e ali falaram entre si.
E o capitão mandou um batel até a terra Nicolau Coelho para ver aquele rio e,
assim que ele começou a ir para lá, acudiram pela praia homens, ora dois,
ora três de maneira que, quando o batel chegou à boca do rio, estavam ali 18 ou
20 homens pardos, todos nus, sem nenhuma coisa que lhes cobrisse suas
vergonhas. Traziam arcos nas mãos e suas setas. Vinham todos rijamente para
o batel e Nicolau Coelho lhes fez um sinal que pousassem os arcos e eles os
pousaram. Ali não pôde deles fala nem entendimento que se aproveitasse, porque
o mar quebrava na costa. Somente deu-lhes um barrete vermelho e uma carapuça
de linho que levava na cabeça e um sombreiro preto. E um deles lhe deu um sombreiro
de penas de aves compridas com copazinha pequena de penas vermelhas e pardas
como de papagaio e outro lhe deu um ramal grande de continhas brancas miúdas que parecem
de aljaveira, as quais peças creio que o capitão manda para Vossa Alteza.
E com isso voltou às naus, por ser tarde e não poder deles haver mais fala, por
causa do mar.
Espero q vcs leiam!
E se ñ acreditam, pergunte a
algum professor de Historia.
por hj é só.
fui galera....
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